NotíciaAltaBrasil

Guerra aberta no STF: Moraes pede investigação de Mendonça e Fachin exige respostas

Moraes enviou a Fachin documentos com acusações contra Mendonça. A Presidência autuou a PET 16.704 em 3 de setembro; no dia 4, Fachin separou o material do Inquérito 4.781 e determinou manifestações sucessivas, sem antecipar juízo sobre o mérito.

Publicado em Atualizado em
Contagem indisponível7 min restantes
CategoriaPolítica
TópicoPolítica Brasileira
Leitura7 min
Fontes conferidasRevisão editorial em 3 fontes abertas ao leitor
Os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes lado a lado durante sessão plenária do STF em 3 de setembro de 2026
André Mendonça e Alexandre de Moraes durante sessão plenária do Supremo em 3 de setembro de 2026.Foto: Luiz Silveira/STFFonte: Supremo Tribunal Federal no FlickrLicença: Public Domain Mark 1.0
Leitura rápida

Entenda em 1 minuto

1 min

Moraes enviou a Fachin documentos com acusações contra Mendonça. A Presidência autuou a PET 16.704 em 3 de setembro; no dia 4, Fachin separou o material do Inquérito 4.781 e determinou manifestações sucessivas, sem antecipar juízo sobre o mérito.

  1. Moraes encaminhou a Fachin um pedido relacionado a supostas irregularidades atribuídas a Mendonça.

  2. A PET 16.704 foi autuada em 3 de setembro; no dia 4, Fachin separou o material do Inquérito 4.781.

  3. A PGR recebeu cinco dias úteis e, depois, Mendonça pôde se manifestar no mesmo prazo.

  4. O presidente do STF afirmou que ainda não havia juízo sobre o mérito das acusações.

  5. A crise está ligada às investigações do Banco Master e às mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro.

Nota editorial

Atualizada em 4 de setembro para incluir as providências posteriores de Fachin. Todas as acusações são atribuídas aos autores dos documentos; a matéria não presume culpa nem antecipa julgamento.

O confronto interno no Supremo Tribunal Federal saiu dos bastidores na noite de 3 de setembro. Alexandre de Moraes retirou o sigilo de uma decisão que atribui supostas irregularidades à atuação de André Mendonça em investigações ligadas às operações Sem Desconto e Compliance Zero e encaminhou o material ao presidente da Corte, Edson Fachin, para as providências que ele entendesse cabíveis.

Moraes apontou o que considera indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade. Essas expressões descrevem acusações apresentadas pelo ministro; não constituem conclusão judicial nem prova definitiva contra Mendonça. Um dos relatórios mencionados no caso não trazia cabeçalho nem assinatura de delegado e se apresentava como análise de cenário sem valor probatório, ressalva indispensável para dimensionar o material.

A crise ganhou força depois que Mendonça tornou públicos documentos da Polícia Federal com mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e referências a Moraes e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. Mendonça defendia que os elementos fossem examinados pelo plenário do STF. Moraes, por sua vez, alegou direcionamento indevido das apurações.

A Presidência do STF autuou a PET 16.704 em 3 de setembro. No dia 4, Fachin mandou retirar o material do Inquérito 4.781, relatado por Moraes, e juntá-lo à petição já aberta. O despacho deu primeiro cinco dias úteis à Procuradoria-Geral da República e, sucessivamente, permitiu que Mendonça se manifestasse no mesmo prazo.

O despacho de Fachin registrou que as medidas eram apenas de instrução, sem antecipar decisão sobre admissibilidade, regularidade do procedimento ou mérito das acusações. Esse ponto é decisivo: existe um pedido e um procedimento em formação, não uma condenação de Mendonça.

A fotografia que abre esta matéria é um registro real da sessão plenária de 3 de setembro e reúne os dois ministros no mesmo enquadramento. A origem, o fotógrafo e a marcação de domínio público estão disponíveis no crédito abaixo da imagem.

Teste seu contexto

Você reteve o essencial?

Três perguntas construídas a partir dos pontos-chave desta matéria. O resultado fica somente neste dispositivo.

1 / 3

Qual afirmação faz parte dos pontos-chave desta matéria?

Nota de fonte

O que ainda não está decidido

O encaminhamento de Moraes e as providências de Fachin não equivalem a uma condenação. As acusações permanecem sujeitas a contraditório, análise de admissibilidade e decisão institucional.

Análise

Por que isso rompe a rotina do Supremo

A gravidade política está no confronto público entre integrantes da própria Corte e na disputa sobre como investigações sensíveis foram conduzidas, não em um resultado judicial já definido.

Linha do tempo
Mendonça defende análise pelo plenário

O ministro retira o sigilo de documentos e defende exame público dos elementos ligados ao caso Master.

Moraes envia o pedido; Presidência autua a PET

A decisão e os relatórios são encaminhados a Fachin e passam a tramitar na PET 16.704.

Fachin exige manifestações

Fachin desentranha o material do Inquérito 4.781; a PGR recebe cinco dias úteis e Mendonça pode responder na sequência.

Entidades envolvidas
STFCaso MasterAlexandre de MoraesAndré MendonçaPolítica Brasileira
Apuração aberta

Sala de documentos

Consulte as páginas, registros e documentos usados na apuração desta matéria.

03referências
Fontes consultadas
  • Agência Brasil
  • Supremo Tribunal Federal
  1. Documento 01Agência Brasil: Moraes encaminha a Fachin pedido contra Mendonça (3.set.2026)agenciabrasil.ebc.com.brConsultar
  2. Documento 02Agência Brasil: Fachin dá cinco dias para manifestações (4.set.2026)agenciabrasil.ebc.com.brConsultar
  3. Documento 03STF: Presidência pede novas manifestações no procedimentonoticias.stf.jus.brConsultar
Matérias relacionadasCrise no STF e Caso Master
Próxima leitura404 a 61: Câmara carimba a passagem de Pacheco para o TCU